A lua luou , o vento ventou a saudade pra longe daqui Vou riscando de espora nas trilhas do mundo na saga rumo a mim Nas esquinas da vida eu planto sementes que trago lá do meu sertão E a cada tropeço eu aprendo e carrego a lembrança nos calos da mão
Nesse fado violado de mágoa eu uso a viola pra remediar Ainda tenho no rosto o riso sereno daquele que sabe aceitar Esse riso cheio de vazio é o mesmo da primeira decepção E que espera ansioso o momento da massa do povo comer do meu pão
De todo esse universo eu sou cidadão Cidadão do mundo , sou de qualquer chão
Faço da viola meu trabalho , dos teus olhos meu abrigo Minha vida em procissão Uso de maneira absurda os acordes mais perfeitos Pra tamanha imperfeição
A prosa prosou , o verso versou a saudade que brota de mim Vou riscando de espora nas trilhas do mundo na saga rumo a mim Nas esquinas da vida eu planto sementes que trago lá do meu sertão E a cada tropeço eu aprendo e carrego a lembrança nos calos da mão
Todo esse mistério que se vê no ar Só meu Deus do céu me faz acreditar
Compositor: Wilson Jose Teixeira de Oliveira (Wilson Teixeira) (UBC)Publicado em 2014 (06/Ago) e lançado em 2007ECAD verificado obra #13837063 e fonograma #6244893 em 19/Mai/2024